terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Protocolo da Consulta Médica de Apoio à Prática Desportiva



 A evidência científica comprova que o exercício físico, na dose recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), exerce uma influência positiva sobre o desenvolvimento e proteção dos sistemas músculo-esquelético, cardiovascular, respiratório, hematológico, imunológico, endócrino e gastrointestinal, em todos os indivíduos, independentemente da sua idade ou situação clínica. Além disso é cada vez mais frequente a referência ao exercício físico como medida preventiva para diversas doenças crónicas não transmissíveis, e até como tratamento de primeira e segunda linha.

Sendo que o sedentarismo é o 4º facto de risco mais importante para a mortalidade global (só atrás da hipertensão, tabagismo e hiperglicemia), a existência de uma consulta médica de Apoio à Prática Desportiva no âmbito dos Cuidados de Saúde Primários, integrada numa Unidade de Saúde Familiar, poderá ser uma alternativa viável no combate à inatividade física.

Com a criação desta consulta, procura-se contribuir para as ambições do Serviço Nacional de Saúde (SNS), de fornecer o maior número de serviços diferenciados de qualidade à população que serve, traduzindo-se por ganhos potenciais de saúde e sem que tal constitua um custo financeiro acrescido para o erário público.

O presente protocolo pretende também estabelecer os critérios e os aspetos práticos que deverão orientar a referenciação dos utentes da USF Eborae para a consulta de Apoio à Prática Desportiva.

O principal objetivo desta consulta será a promoção da atividade física e a prescrição adequada do exercício físico, com especial enfoque nas populações que dele mais podem beneficiar (hipertensos, diabéticos, obesos, doentes do foro reumatológico, entre outros). Sem prejuízo dos objetivos da consulta, em todos os casos que se julgue necessário, o utente será referenciado para especialidades hospitalares indicadas. Esta consulta terá ainda uma vertente de ensinos sobre prevenção de lesões, associada ao diagnóstico e tratamento médico de patologias que condicionem a prática de exercício físico.


Esta consulta serve apenas como apoio da atividade clínica dos Médicos de Família da USF Eborae, não substituindo o papel dos Centros da Medicina Desportiva ou de uma eventual consulta de Medicina Desportiva que venha a ser criada nos Hospitais do SNS. Procura-se apenas que a prescrição do exercício físico, a realização do Exame Médico Desportivo, e o tratamento precoce de lesões desportivas, já realizado no âmbito dos Cuidados de Saúde Primários, passe a estar concentrada numa consulta realizada por um médico com formação e experiência na área.

Consulta Médica de Apoio à Prática Desportiva


Destinatários:

Utentes da Unidade de Saúde Familiar Eborae

Local de funcionamento:

Unidade de Saúde Familiar Eborae – Gabinete 12

Médico responsável pela consulta:

Nuno Piteira

-Médico na USF Eborae, pós-graduado em Medicina Desportiva, com formação certificada em Mesoterapia

-Treinador certificado pela Federação de Triatlo de Portugal e pelo IPDJ

-Atleta com 20 anos de filiação na FPN e 8 anos na FTP

Horário:
Consulta de realização semanal, quarta-feira, entre as 14 e as 17 horas

Este período poderá ser ajustado e alargado consoante a procura


Acesso à consulta e referenciação:


- Todos os utentes referenciados pelos respectivos médicos de família da USF Eborae, sempre que estes julguem necessário ou pertinente a prescrição de programas de exercício físico, a avaliação ou reavaliação de uma lesão desportiva, ou a realização do exame médico-desportivo.

- Os utentes com patologia conhecida e vigiada na USF Eborae, nomeadamente: excesso de peso e obesidade, síndrome metabólico, HTA, hipercolestrolemia e diabetes mellitus tipo 1 ou 2, e com motivação para prática de exercício físico, terão prioridade na marcação de consultas.

Marcação de consultas:


A marcação das consultas será realizada através dos serviços administrativos da USF Eborae, em agenda própria, de acordo com os períodos disponibilizados para o efeito e após autorização pelos médicos responsáveis pela consulta.


Os utentes ou médicos de família deverão fazer chegar aos serviços administrativos o documento de referenciação (em anexo).

Taxas moderadoras:

Aplicar-se-ão as taxas moderadoras associadas à prestação de Cuidados de Saúde Primários.

Registos da consulta:
Os registos da consulta serão sempre realizados no programa informático de apoio à consulta médica da USF Eborae (SClínico®).


Introdução de testes rápidos para avaliação de Leucograma e Proteína C Reactiva em uma Unidade de Saúde Familiar: alterações na prescrição antibiótica e custos associados

Introdução de testes rápidos para avaliação de Leucograma e Proteína C Reactiva em uma Unidade de Saúde Familiar: alterações na prescrição antibiótica e custos associados







 1. Investigador Principal
Nome: Nuno Filipe Monteiro Piteira 

Habilitações literárias:
Mestrado integrado em Medicina, pela Faculdade de Medicina de Lisboa; Pós-graduação em Medicina Desportiva pela SPMD
Profissão: Médico (Interno do 4º ano do Internato Complementar de Medicina Geral e Familiar)
Local de trabalho: USF Eborae; ACES Alentejo Central; ARS Alentejo




2. Projeto
Título do estudo: Introdução de testes rápidos para avaliação de Leucograma e Proteína C Reactiva (PCR) em uma Unidade de Saúde Familiar (USF): alterações na prescrição antibiótica e custos associados
Instituição de acolhimento: USF Eborae
Morada: 
- Rua Celestino David, Edifício do Hospital do Patrocínio, 7000 Évora
Palavras-chave: testes rápidos, leucograma, PCR, USF, cuidados de saúde primários, antibióticos, prescrição, custos


Resumo:
 
1. Fundamentação:
 As infecções respiratórias são um conjunto de patologias que afectam a árvore respiratória, que resultam numa sintomatologia variada, mas que frequentemente conduz os doentes aos cuidados de saúde. A sua etiologia é maioritariamente viral e são doenças caracteristicamente autolimitadas. São também a causa aguda mais frequente de recurso aos cuidados de saúde primários (CSP) nos meses de Inverno.
Nos CSP, estes doentes são muitas vezes medicados com antibioterapia, com base num diagnóstico exclusivamente clínico, dada a indisponibilidade, em tempo útil, de exames laboratoriais. Os exames laboratoriais disponíveis, que podem confirmar ou refutar a hipótese diagnóstica colocada, envolvem quase sempre uma colheita de sangue venoso, e uma análise em laboratório que poderá levar várias horas até um resultado final. Estes exames são também realizados quase exclusivamente em estruturas fora das instalações dos CSP, o que obriga a uma deslocação do doente para a sua realização.
Surgem agora novos exames analíticos, com resultados fidedignos, que não obrigam à colheita de sangue venoso, nem à realização do teste em laboratórios especializados. Estes testes são realizados com colheita de pequenas quantidades de sangue capilar, analisados em dispositivos de utilização simples, que podem ser colocados nos CSP, e com resultados em menos de 15 minutos. O custo de cada um destes testes para o SNS parece não diferir significativamente do custo associado aos testes standard realizados em laboratório. 
Aparentemente, a introdução destes testes nos CSP poderá diminuir o tempo de atendimento e decisão terapêutica de cada doente, bem como ajudar nas tomadas de decisão diagnósticas com que os clínicos se deparam diariamente. Em último caso poderá mesmo diminuir a prescrição de antibióticos.
No caso da USF em estudo, nos primeiros 3 meses de 2016, foram registados mais de 900 diagnósticos com códigos ICPC referentes a infecções respiratórias. Muitos destes doentes foram enviados para o Serviço de Urgência para esclarecimento diagnóstico e muitos outros medicados com antibioterapia, que se mostrou posteriormente redundante.
Este estudo pretende encontrar resposta para as perguntas que os profissionais têm sobre a verdadeira dimensão das alterações que a introdução deste tipo de testes poderá ter na prática clínica. Pretende ainda analisar as alterações na prescrição terapêutica e a sustentabilidade financeira da introdução destes testes nos CSP.


2. Objetivos

a. Identificação do número de casos, registados na USF com diagnóstico de infecção respiratória (R74/R81/R83-ICPC2), no primeiro semestre de 2016, do tratamento prescrito e cálculo do custo associado.

b. Introdução do uso de testes rápidos na USF Eborae, no primeiro semestre de 2017, em todos os casos com diagnóstico de infecção respiratória e com indicação clínica para prescrição antibiótica.

c. Comparação da prescrição de terapêutica antibiótica, nos casos estudados no primeiro semestre de 2016, com os casos registados no primeiro semestre de 2017.

d. Cálculo dos custos associados às alterações realizadas.



3. Metodologia
a. Local de realização: USF Eborae
b. Tipo de estudo: Estudo descritivo, transversal misto.
c. Duração e período de estudo: 6 meses
d. População e amostra: 
i. Grupo 1: Doentes que recorreram à USF no primeiro semestre de 2016, com diagnóstico registado de infecção respiratória. 
ii. Grupo 2: Doentes que recorreram à USF no primeiro semestre de 2017, com diagnóstico registado de infecção respiratória.
iii. Critérios de exclusão: todos os doentes que tenham outros diagnósticos registados na mesma consulta; todos os doentes sem indicação clínica para antibioterapia; todos os contactos indirectos; todos os doentes que não assinem o Consentimento Informado.
e. Definição das variáveis em estudo: 
· Características sociodemográficas;
· Doente em idade pediátrica
· Doente em idade adulta
· Realização de teste rápido para análise de leucograma
· Realização de teste rápido para análise de PCR
· Resultado do teste realizados compatíveis com infecção bacteriana
· Número de antibióticos prescritos
· Nome dos antibióticos prescritos
· Custo dos antibióticos prescritos para o SNS
· Custo dos testes realizados


4. Métodos e procedimentos:
Consulta dos processos clínicos no programa SClínico; consulta de dados no programa MIM@UF; realização de teste rápido a todos os doentes do Grupo 2, que preencham os critérios de inclusão; registo, em papel, de todos os testes realizados no período em estudo.


5. Tratamento estatístico:
Caracterização da amostra (estatística descritiva); cálculo da percentagem de prescrição da antibioterapia e tipo de antibióticos prescritos; cálculo das alterações na utilização de antibioterapia e tipo de antibióticos prescritos, com a introdução dos testes; cálculo dos custos associados à introdução dos testes na USF.



6. Impacto esperado:
Diminuir a prescrição de antibióticos nas infecções respiratórias; diminuir os custos para o SNS; diminuir o tempo de atendimento de cada doente; diminuir o recurso aos serviços de urgência 



7. Programa de trabalhos
* Equipa: Nuno Piteira, Raquel Costa, Ana Nabais, Dorothea Krusch, Antero Campeão, Jorge Sá, Rogério Costa
* Recolha de dados: Nuno Piteira, Dorothea Krusch, Ana Nabais
* Coordenação da realização dos testes: Antero Campeão
* Tratamento estatístico: Nuno Piteira, Raquel Costa
* Redacção do manuscrito: Nuno Piteira, Raquel Costa
* Coordenação do trabalho: Jorge Sá, Rogério Costa
* Fluxograma e cronograma
Jan 2017 - Jun 2017 Jul 2017 Jul 2017  Set 2017
Recolha de dados
Tratamento Estatístico
Redação do manuscrito
Submissão do manuscrito

* Recolha de dados: Janeiro de 2017 a Junho de 2017
* Tratamento estatístico: Julho de 2017
* Conclusão do manuscrito: Setembro de 2017



8. Questões éticas
* Informação colhida com o consentimento informado dos prestadores de cuidados das crianças envolvidas. Todos os procedimentos serão anónimos e sujeitos a segredo profissional.
* Será solicitada a aprovação do Coordenador da Unidade e da Comissão de Ética para a Saúde da ARSA.



9. Orçamento:
* Aquisição do material necessário à realização dos testes (dispensado pela empresa biosurfit)



10. Anexos:
• Questionário para preenchimento pelos profissionais de saúde
• Consentimento informado e informação complementar fornecida aos prestadores de cuidados e aos doentes com critérios de inclusão no estudo









terça-feira, 12 de julho de 2016

Bulimia

Bulimia
Bulimia
O que é Bulimia? 

Bulimia Nervosa é um transtorno alimentar que apresenta alguns sintomas iguais aos da 
anorexia, pois tanto um quanto o outro são caracterizados por uma preocupação excessiva e injustificada com o peso, provocada pela distorção da percepção da imagem corporal e pelo medo patológico de engordar. 
A bulimia é caracterizada por episódios de ingestão exagerada e descontrolada de alimentos, em um curto espaço de tempo, sem que se tenha fome, seguidos de tentativa de eliminação do excesso ingerido através de vómito auto-induzido e/ou ingestão de laxantes e diuréticos, com a finalidade de não ganhar peso.

Apesar de reconhecer que seu comportamento não é adequado o portador de bulimia não consegue se controlar, o que o faz sentir-se fracassado e inferiorizado.

Pacientes bulímicos geralmente estão dentro do seu 
peso ideal ou levemente acima, ainda assim tentativas de dieta são frequentes. Quando tais tentativas são frustradas, pois é difícil para o indivíduo  conseguir controlar seus impulsos por comida, a auto-estima é prejudicada, em alguns casos levando ao desenvolvimento de um quadro depressivo.

Uma vez que sabe que seu comportamento é considerado bizarro, o paciente sente-se envergonhado e por isso procura esconder seus problemas mesmo das pessoas mais íntimas. Sendo assim, as orgias alimentares e a auto-indução de vómito são realizadas às escondidas, fazendo com que os afazeres e compromissos rotineiros precisem ser conciliados com esses episódios. É comum o comportamento de esconder alimentos para futuros episódios. 

Algumas vezes o bulímico opta pelo isolamento e distanciamento social como uma alternativa para manter  seu problema escondido, o que pode provocar ou piorar um 
quadro depressivo. Assim como a anorexia, a bulimia atinge com maior frequência adolescentes, predominantemente mulheres, sendo que a taxa de ocorrência deste transtorno em homens é de aproximadamente um décimo da que ocorre em mulheres.


»» Uma pessoa Bulimica come de forma descontrolada durante um período de tempo, surgindo depois um sentimento de culpa levando a pessoa a provocar o próprio vómito ««

Com o que não deve ser confundida

Bulimia não é sinónimo de anorexia, embora algumas vezes um transtorno possa acompanhar o outro. Na anorexia o paciente mantêm o peso abaixo dos níveis saudáveis para sua estatura, deixando de comer quase que completamente e fazendo intensos exercícios físicos. As duas patologias têm em comum a imagem corporal distorcida e o medo patológico de engordar.  

Bulimia não é "gula" ou loucura e ao contrário do muitos pensam seu controle não depende seu controle exclusivamente da vontade do paciente. Trata-se de uma doença e como tal precisa de tratamento.
 
Sintomas / Comportamentos


Os bulímicos apresentam os sintomas abaixo descritos: 
·         Preocupação exagerada com a forma e o peso do corpo, ocasionada por percepção distorcida do peso e das formas corporais; ·         Comer às escondidas;·         Ingestão, em um período limitado de tempo, de quantidade de alimentos muito maior do que a maioria das pessoas consumiria durante um período similar e sob circunstâncias similares; ·         Sentimento de incapacidade de parar de comer ou de controlar o que ou quanto está comendo; ·         Auto-indução de vómito e/ou uso indevido de laxantes, diuréticos, enemas ou outros medicamentos; ·         Jejuns ou exercícios excessivos. ·         Alguns pacientes manifestam sintomas depressivos (ocasionados pelo baixa auto-estima) ou de ansiedade (em função do medo de suas práticas serem descobertas).

Consequências
 ·         O vómito recorrente pode levar a uma perda significativa e permanente do esmalte dentário, especialmente das superfícies dos dentes da frente, que podem lascar e adquirir aparência serrilhada e corroída;·         Os vómitos induzidos pela estimulação manual da glote podem provocar calos e cicatrizes na superfície dorsal da mão, em função dos traumas recorrentes produzidos pelos dentes;·         Os indivíduos que abusam cronicamente de laxantes podem tornar-se dependentes deles para estimularem os movimentos intestinais; ·         Complicações raras, porém gravíssimas, incluem rupturas do esófago, ruptura gástrica e arritmias cardíacas; ·         Face inchada e dorida;·         Desidratação;·         Vómitos com sangue;·         Dores musculares e cãibras 
Tratamento
A psicoterapia cognitivo-comportamental tem trazido bons resultados no tratamentos desses pacientes, pois o trabalho cognitivo auxilia no restabelecimento da correcta percepção da imagem corporal e as técnicas comportamentais ensinam o paciente a controlar sua compulsão alimentar e consequentemente os episódios de vómito auto-induzido e/ou uso inadequado de laxantes e diuréticos. 
O tratamento medicamentoso é útil para amenizar 
sintomas depressivos ou ansiolíticos associados ao transtorno. 
O apoio de familiares e amigos é muito importante, pois ajuda a elevar a auto-estima do paciente, o que intensifica e acelera os resultados do tratamento.

Menosprezar, criticar ou brigar com o paciente são atitudes que devem ser evitadas, pois além de não ajudarem, diminuem ainda mais a auto-estima do portador, aumentam sua culpa e em alguns casos contribuem para o desenvolvimento ou agravamento de um 
quadro depressivo
O apoio das pessoas próximas é fundamental para que o indivíduo procure e mantenha tratamentos adequados, além de evitar o surgimento ou agravamento da 
depressão por isolamento social

Associação dos familiares e amigos dos Anorécticos e Bulimicos – contacto: 213951147

(Elaborado por: Antero Campeão)

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Anorexia Nervosa

Anorexia Nervosa
Anorexia Nervosa


A anorexia nervosa, também conhecida como anorexia, é um transtorno alimentar que provoca no indivíduo medo de ganhar peso e/ou gordura corporal que ele limitará a quantidade de comida que ingere.

Grande parte das vezes os anoréxicos também fazem exercício em excesso, numa tentativa de eliminar as calorias que ingeriram, para não ganharem peso extra. 

Mesmo quando bastante magros os anoréxicos ainda se acham muito gordos e continuam a comer tão pouco quanto possível.

Devido ao défice de nutrientes para os alimentar, os órgãos internos de um anoréctico podem falhar, podendo daí resultar a morte.

A Anorexia é uma doença essencialmente do foro psicológico.

Causas da Anorexia
As causas podem ser biológicas, psicológicas ou sociais:·         Famílias rígidas e fechadas;·         Puberdade,·         Ideal de magreza;·         Carência de afecto;·         Perfeccionismo intelectual e físico;·         Recusa inconsciente de crescer.
Sinais de Anorexia
Raramente um anoréxico reconhece o seu transtorno alimentar e procura ajuda, pelo que familiares e amigos terão um papel importante. 

Alguns sinais de anorexia:
·         Obsessão pela contagem do número de calorias;·         Não se alimentar a todas as refeições;·         Evitar comer em família;·         Cortar a comida aos bocadinhos e demorar muito tempo a mastigar os alimentos;·         Brincar com a comida no prato em vez de comer;·         Esconder comida para evitar comê-la;·         Mentir, referido já ter comido;·         Ingerir apenas um determinado tipo de alimentos;·         Fazer exercício em excesso, particularmente depois de uma refeição;·         Perda drástica de peso;·         Excessivo interesse em questões relacionadas com peso, imagem corporal e dietas;·         Vestir (para esconder o corpo) roupa larga ou disforme;·         Tentam ser perfeitos na escola;·         Baixos níveis de energia;·         Doenças frequentes;·         Sono excessivo;·         Reduzido ou inexistente apetite sexual.

Consequências a longo prazo:
 ·         Peso demasiado baixo;·         Hipotermia;·         Tonturas;·         Sensação de fraqueza nas pernas;·         Queda de cabelo e unhas quebradiças;·         Amenorreia ( Ausência de pelo menos  três menstruações seguidas);·         Problemas dentários;·         Crescimento de pelos no corpo;·         Pele escamosa;·         Perturbações no sono;·         Tendência para a depressão. 
Diagnóstico da Anorexia

Um diagnóstico de anorexia só pode ser feito por um médico qualificado. Para diagnosticar anorexia têm de surgir quatro critérios de diagnóstico. Os critérios padrão para o diagnóstico de anorexia incluem a recusa do indivíduo em manter um peso corporal apropriado para a sua altura e idade (normalmente 15% abaixo da média), um medo intenso de ficar “gordo” ou com excesso de peso, mesmo quando magríssimo, uma falta de auto-confiança relacionada com uma auto-imagem distorcida e a perda de períodos menstruais durante pelo menos três meses .

Se a anorexia é diagnosticada de acordo com critérios de doença mental, um anoréxico também precisará de um exame físico completo para determinar a extensão da doença ou das lesões causadas. 

Tratamento e Ajuda
Não há sistema ou cura reconhecida para a anorexia, mas os tratamentos podem incluir aconselhamento, aconselhamento familiar, terapia cognitivo-comportamental ,o aconselhamento e planeamento nutricional.
Raramente se utiliza medicação no tratamento da anorexia, a não ser que seja receitada para tratar a depressão normalmente associada.
A anorexia pode ter efeitos duradouros e bastante perigosos  na saúde física e mental do indivíduo. 
Muitos anoréxicos não reconhecem a sua transtorno alimentar como prejudicial, e menos ainda procuram diagnóstico e tratamento por sua iniciativa. Em vez disso, são muitas vezes a família e amigos que procuram ajuda.

Associação dos familiares e amigos dos Anorécticos e Bulimicos – contacto: 213951147

(Elaborado por: Antero Campeão)

sábado, 9 de julho de 2016

Obesidade


Obesidade

Acumulação anormal ou excessiva de massa gorda no tecido adiposo corporal.

Alimentos que não deve comer: (ou reduzir o consumo)

"Fast Food"

Conservas

Congelados

Chocolates e doces

Gorduras e óleos

Charcutaria

Sugestões para a confecção dos alimentos:
. Preferir os cozidos e os grelhados;
. Não adicionar sal ou açúcar;
. Utilizar ervas aromáticas em vez de sal;
. Como gordura preferir o azeite;
. Evitar os fritos;
. preferir as carnes brancas

(Elaborado por: Antero Campeão)


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Medidas de Segurança na Adolescência - Tabagismo

Medidas de Segurança na Adolescência - Tabagismo
O IDEAL É NÃO COMEÇAR A FUMAR!



CONSUMO DE TABACO NA ADOLESCÊNCIA

  • Fumar constitui a mais importante causa de morte evitável, nos dias de hoje;
  • Na década de 90, o hábito de fumar foi responsável por cerca de 3 milhões de mortes por ano;
  • O tabaco é responsável por cerca de 5% das mortes por doença cardio - vascular e 4% dos óbitos por tumor maligno;
  • Calcula-se que 20 a 26% da população em Portugal fuma e que entre 1970 e 1975, o consumo do tabaco aumentou mais de 150%, tendo sido o País da União Europeia onde se verificou maior aumento da percentagem de fumadores;
  • Além das crianças fumadoras passivas, sabe-se que há crianças que começam a fumar por volta dos 10 ou 11 anos de idade;
  • A partida para a descoberta, uma certa dose de irreverência e a saudável afirmação da personalidade, que são sintomas de uma adolescência pura e sadia, perde muito quando o jovem utiliza, na sua interacção com os outros, a ostentação do cigarro e a afirmação do hábito;
  • A escola é o lugar privilegiado para começar. Por isso, é importante, que aí se criem novas expectativas e se cultivem outros e novos valores;
  • A publicidade maciça do tabaco é dirigida principalmente aos jovens e passa a falsa imagem, de que fumar está associado ao sucesso, independência e liberdade. É feita através de anúncios atraentes e bem produzidos ou de ídolos e modelos de comportamento em geral.


EFEITOS DO TABACO NO ORGANISMO


No aparelho respiratório: 90 % dos cancros são devidos ao tabaco;

 No aparelho circulatório: A angina de peito, o enfarte do miocárdio, a hipertensão arterial e o acidente vascular cerebral são algumas das doenças mais frequentes;

No aparelho urinário: pode provocar cancro da bexiga;

Ao nível sanguíneo: provoca alteração da coagulação;

Na área otorrinolaringológica: 65% dos cancros da boca são devidos ao tabaco, bem como a diminuição do olfacto e tendência para rouquidão; 

Na mulher: aumenta o risco de cancro do cólon do útero e em combinação com a toma da pílula contraceptiva aumenta o risco de trombose venosa;

No recém-nascido: o tabagismo da mãe aumenta o risco de malformações, parto prematuro e síndrome de morte súbita.
  • O tabagismo é considerado uma epidemia dos tempos modernos;
  • O tabaco provoca dependência psicológica e fisiológica;
  • Parar de fumar exige motivação e identificação de uma oportunidade adequada.
 
(Elaborado por: Enfermagem USF Eborae)

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Diabetes - Equilíbrio Energético

      EQUILÍBRIO ENERGÉTICO


  •  O gasto energético de cada pessoa depende de factores como a idade, sexo, altura, peso estado de saúde e actividade física.
  •  A actividade física é o parâmetro mais variável ou modificável.

A sua alteração pode interferir rapidamente aumentando ou reduzindo os gastos energéticos.
  •  A ingestão excessiva, para além do que é necessário, resulta num excesso de energia que é armazenado no nosso organismo sob a forma de gordura e daí a necessidade de ajustar as quantidades de alimentos às necessidades de cada pessoa.
 O EXCESSO DE PESO É FREQUENTE NAS PESSOAS COM DIABETES TIPO 2, TORNANDO NA MAIORIA DOS CASOS, MAIS DIFÍCIL O CONTROLO DA DIABETES.

A perda de peso reflecte-se geralmente numa melhoria dos níveis de glicemia, dos níveis de gordura no sangue e na redução da pressão arterial.

   
   (Antero Campeão)

Medidas de Segurança na Adolescência - Drogas

Medidas de Segurança na Adolescência - Drogas
NÓS ALERTAMOS… TU DECIDES!
O QUE SÃO DROGAS?

São substâncias químicas, que alteram o estado do teu corpo, ou seja, a tua forma de sentir, de pensar, a maneira como reages às coisas e o teu comportamento.
  • As drogas podem provocar uma tal dependência, que as pessoas que as usam não conseguem viver sem elas…
  • A maioria delas podem provocar a morte e todas elas têm efeitos secundários…
  • A dependência acontece normalmente quando a droga já alterou o equilíbrio químico do organismo, o que, por seu turno, afecta o funcionamento normal do corpo…

NÃO EXISTE UMA SÓ RAZÃO QUE LEVE AS PESSOAS A DROGAREM-SE:
  • Uns fazem-no pela curiosidade e o gosto do risco, próprio da adolescência e juventude;
  • A pressão dos amigos, que vêem no consumo de drogas uma forma de se afirmarem e de ser adulto;
  • Outros para se sentirem confiantes; pelo prazer; para conseguirem enfrentar a pressão do dia a dia;
  • Muita gente consome drogas na esperança de se sentir melhor consigo mesma. É uma forma de camuflar os problemas, de fugirem dos seus próprios problemas; de evitar as questões que verdadeiramente precisam de ser resolvidas...
1. Afinal quem é que se droga?
R: Dizem-se muitas coisas sobre isso: as pessoas que têm problemas, as que querem curtir ou divertir-se, as que têm fácil acesso a drogas...
O certo é que a maior parte das pessoas não se droga – mesmo quando tem problemas, quando se quer divertir ou quando é fácil experimentar ou adquirir drogas.
Pode-se dizer que há pessoas mais susceptíveis do que outras e que em certos momentos da vida essa vulnerabilidade é maior, pode dizer-se que há condições de vida e familiares que são difíceis – mas há sempre outras formas de ultrapassar ou lidar com os obstáculos ou as dificuldades.
A decisão de usar ou não drogas é sempre uma questão individual, mesmo com influências ou pressões de outros.

2. Quando saio com amigos de vez em quando fumo haxixe – irei ser um toxicodependente?R: Pode-se dizer que há quatro tipos de utilizadores de drogas: o que experimenta, o que ocasionalmente consome uma droga, o que consome habitualmente e o toxicodependente. Felizmente que nem todos os que experimentam ou consomem uma droga com alguma frequência se tornam toxicodependentes, mas a verdade é que todos os que são toxicodependentes começaram por experimentar uma droga. O maior problema é que nunca temos maneira de saber se vamos ficar dependentes ou não antes de isso acontecer e quando sabemos já é tarde demais.
3. O que posso fazer por um amigo que se drogue?
R: Continuar a tratá-lo como um amigo, o que não implica fazer o mesmo que ele. Se te parecer que é uma situação perigosa para ele, podes aconselhá-lo a procurar ajuda nos Centros de Atendimento de Toxicodependentes (CAT) e tentar informar-te no teu centro de saúde, sobre a melhor forma de intervir nesse caso concreto ou ligando para a Linha Vida SOS Droga (1414).
É importante que continues a cuidar de ti e da tua vida o melhor que puderes, porque quanto melhor estiveres contigo próprio, mais possibilidades terás de o ajudar.

4. Os meus amigos fumam droga. Se eu não fumo dizem que sou um “careta”. Como posso evitar que me digam isso?
R: Talvez não o possas evitar, pelo menos ao princípio. Com o tempo aprenderão a aceitar-te como és e valorizarão a tua atitude de seres tu próprio. E um dia talvez possas ser uma referência, que lhes possa ser útil e agradável.

5. O que são drogas leves? E duras?R: Costuma dizer-se que as drogas leves (haxixe e marijuana, por exemplo) não são tão perigosas, tendo efeitos menos potentes, mais controláveis e sendo menos susceptíveis de causar dependência do que as duras (heroína, cocaína, LSD, etc.).
De qualquer modo, mais importante do que o efeito imediato das drogas, temos de ter em conta o seu modo de utilização, podendo existir utilizações "duras" de drogas leves.

ALGUMAS DICAS PARA DIZERES NÃO À DROGA
  • Diz simplesmente NÃO: Eu sei aquilo que quero e muito bem aquilo que não quero!...Eu penso pela minha cabeça…
  • Devolve o desafio: se fosses realmente meu amigo não me tentarias convencer a fazer algo que eu não quero…
  • Inventa uma desculpa: Não, tenho outros planos… desculpa mas já combinei outras coisas… não posso, tenho mesmo de ir para casa…
  • Sai: Se ficares podes ser convencido a fazer alguma coisa ou então entrar numa discussão com os teus amigos…sai rapidamente e com ar confiante!...


O IDEAL É NÃO EXPERIMENTAR QUALQUER UMA DELAS!
NÓS ALERTAMOS… TU DECIDES!...

(Elaborado por: Enfermagem USF Eborae)

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Tríade do Tratamento da Diabetes tipo 2

TRÍADE DO TRATAMENTO DA DIABETES TIPO 2


Os três elementos da Tríade: Alimentação, Actividade Física e Medicação estão interligados e as suas variações reflectem-se no equilíbrio metabólico da pessoa com diabetes.

Nas doenças crónicas, os conhecimentos e a motivação das pessoas são cada vez mais importantes, para que as decisões e opções acertadas sejam adoptadas com plena consciência.

A isto chama-se “empowerment” que quer dizer dar poder ao doente, através da sua educação e motivação acerca da doença, tratamentos e comportamentos a ter.

O utente não responsável deverá ser informado do pouco interesse em ser mantido no programa da diabetes. 



     (Antero Campeão)

Medidas de Segurança na Adolescência - Alcoolismo

Medidas de Segurança na Adolescência - Alcoolismo
ÉS TU QUEM ESCOLHE O CAMINHO!


CONSUMO DE ÁLCOOL NA ADOLESCÊNCIA
  • No nosso País metade dos adolescentes entre os 12 e 15 anos já experimentaram álcool;
  • Segundo um estudo realizado pela OMS em 1999, cerca de 12% dos jovens, afirmavam ter ficado bêbados antes dos 13 anos;
  • Os jovens que consomem álcool, fazem-no durante as saídas nocturnas 2 a 3 vezes por semana em grande quantidade, preferindo as cervejas e as bebidas destiladas como a vodka;
  • As crianças e os adolescentes são mais vulneráveis aos efeitos destas bebidas, porque ainda não atingiram a maturidade necessária a uma eficaz e completa metabolização. Uma pequena quantidade é, por isso, suficiente para prejudicar o seu desenvolvimento intelectual;
  • Os órgãos e estruturas do sistema nervoso central são mais sensíveis, conduzindo a alterações do humor, do processo cognitivo e do comportamento;
  • Nos jovens, o consumo de álcool leva rapidamente à dependência e quando em excesso, conduz ao coma, provocando lesões cerebrais irreversíveis. 
 
O quadro torna-se ainda mais negro, se recordarmos, que o consumo de álcool é uma das causas de morte nos adolescentes. O álcool é uma das principais causas de acidentes de viação mortais.

O ALCOOLISMO É UMA DOENÇA FÍSICA, PSÍQUICA E MORAL:FÍSICA – Porque o alcoolismo provoca má nutrição, deficiência em vitaminas, desidratação, lesões no fígado, sintomas nervosos diversos.

PSÍQUICA – Porque o doente alcoólico tem necessidade de beber para aceitar a realidade. Tem tendência a fugir às responsabilidades. Sofre de angústia e é agressivo. Resiste mal às frustrações e às tensões.

SOCIAL – Porque o doente alcoólico torna-se negligente perante a família. Perde frequentemente o emprego, os velhos amigos que continuem sóbrios. Sofre problemas financeiros e torna-se agressivo para com a sociedade.

MORAL – Porque o doente alcoólico esquece habitualmente a sua vida espiritual, não respeita as obrigações perante a família, os colegas de trabalho e a sociedade. Perde todo o senso moral.
NA TUA IDADE EXISTEM MUITAS MANEIRAS DE TE DIVERTIRES SEM PRECISARES
DE ESTAR DEPENDENTE DE ALGO... APROVEITA A VIDA DE UMA FORMA SAUDÁVEL... LIVRE DE VÍCIOS


ÉS TU QUEM ESCOLHE O CAMINHO...


(Elaborado por: Enfermagem USF Eborae)

terça-feira, 5 de julho de 2016

Complicações Crónicas da Diabetes

COMPLICAÇÕES DA DIABETES


COMPLICAÇÕES CRÓNICAS DA DIABETES

As complicações crónicas resultam de um mau controlo metabólico. Isto é, de oscilações frequentes dos níveis glicémicos que vão danificando os sistemas vascular e nervoso, resultando nas complicações macro e microvasculares consoante afectam os grandes ou os pequenos vasos.

AO MANTER AS GLICEMIAS PRÓXIMAS DA NORMALIDADE ESTÁ A REDUZIR O RISCO DE DESENVOLVER:

Ø  RETINOPATIA DIABÉTICA:

Causa major de cegueira

Ø  NEFROPATIA DIABÉTICA:

Lesões microvasculares nos rins. Os produtos que deveriam ser excretados na urina permanencem no organismo, enquanto os nutrientes importantes como as proteínas são excretados.
Com o agravar das lesões os rins podem entrar em falência, levando à diálise, para remover as impurezas presentes no sangue.

Ø  NEUROPATIA DIABÉTICA:

Presença de lesões nos nervos, que afectam a transmissão de sinais ao longo do corpo.
Estas lesões podem levar ao aparecimento dos seguintes sintomas:
·         Dor intensa, dormência, formigueiro ou perda de sensibilidade nos pés ou pernas, especialmente à noite;
·         Disfunção sexual;
·         Alterações no funcionamento do estômago e intestino.

Ø  COMPLICAÇÕES CARDIOVASCULARES:

As pessoas com diabetes tipo 2 têm um risco aumentado de Enfarte do Miocárdio, porque habitualmente têm níveis elevados de gorduras e açucares no sangue e a pressão arterial elevada

As complicações crónicas, ao contrário das agudas, não têm tratamento imediato.

O melhor tratamento é a prevenção, através de um excelente controlo metabólico 

(Antero Campeão)


Complicações Agudas da Diabetes

COMPLICAÇÕES DA DIABETES


Complicações Agudas da Diabetes

Hipoglicemia – Coma Hipoglicémico – Cetoacidose – Coma Hiperosmolar

HIPOGLICEMIA

Valor muito baixo de glicemia. Habitualmente define-se como um valor de glicose < 70mg/dL

As causas mais comuns são:
·         Atraso da refeição em relação à toma dos medicamentos para a diabetes;
·         Saltar ou não terminar refeições;
·         Praticar mais exercício físico que o habitual;
·         Toma exagerada de medicamentos para a diabetes;
·         Ingestão excessiva de álcool.

Na presença de uma hipoglicemia a maioria das pessoas apresenta os seguintes sintomas:
Sintomas mais comuns e sem gravidade
·         Tremores
·         Suores frios
·         Fome
·         Sensação de Fraqueza
Sintomas mais preocupantes
·         Taquicardia (palpitações)
·         Visão turva
·         Dor de cabeça
·         Irritabilidade
·         Tonturas

Sempre que o próprio ou outra pessoa suspeite que está com hipoglicemia, deve monitorizar a glicémia capilar. Mas na dúvida e se não tiver possibilidade de verificar a glicemia, deverá agir como se de uma hipoglicemia se tratasse.

Tratamento:

Subir de forma rápida e adequada o nível da glicemia.
·         Como a hipoglicemia pode acontecer em qualquer lugar ou situação é necessário que o diabético tenha sempre consigo alimentos açucarados ou mesmo açúcar.

·         Ao tratar a hipoglicemia com 10 a 15g de HC (2 pacotes de açúcar) diluídos em água ou sumo de fruta açucarado. Sempre que possível deve verificar-se a glicemia capilar 3 a 5 minutos após a ingestão de açúcar.

Prevenção de Hipoglicemias:
·         Horário regular das refeições;
·         Ingestão de quantidades moderadas de HC antes de exercícios imprevistos;
·         Respeitar as quantidades dos medicamentos de acordo com a prescrição médica.


COMA HIPOGLICÉMICO
Perda de consciência causada por hipoglicemia grave.


CETOACIDOSE
Complicação séria que, normalmente, só ocorre nas pessoas com diabetes tipo 1, quando o organismo não tem insulina em quantidade suficiente para usar o açucar como combustível. Como consequência o organismo vai buscar a energia à gordura, o que resulta na produção de substâncias ácidas, denominadas de corpos cetónicos. Estes tornam o Sangue anormalmente ácido e, daí a designação de cetoacidose.


COMA HIPEROSMOLAR














Situação de inconsciência resultante da subida da glicemia para valores muito acima do normal. Acontece, sobretudo, nos diabéticos tipo 2 não compensados ou descompensados no decurso de uma situação de doença intercorrente.

PÉ DIABÉTICO »»» (Ver Post "Pé Diabético)


ALERTAS A TER EM ATENÇÃO
·         Pese-se pelo menos uma vez por semana (utilizar sempre a mesma balança)
·         Meça o Perímetro abdominal com frequência
·         Esteja atento a sinais de alarme como; sede excessiva, necessidade exagerada de urinar, fome excessiva ou perda de peso repentina sem ter feito nada para esse fim.




(Antero Campeão)